Soneto à paixão
Não vos cegueis pela alma que o preenche
Deixai o coração guiar-te o caminho
Não há mais nenhum corpo que o tente
Quando ela possui todo o seu carinho
Sentí-vos todo o êxtase do amor
Da porta que bate ao som que reverbera
Não vos preparais para nenhuma dor
Ainda que o amor seja uma fera
Abrace-a para que sinta-se amada
Que ela faça no seu coração morada
Onde o mundo não vos separa por nada
Seja mais do que ela espera de você
Ame-a sem ter um mínimo porquê
Tudo que ela deseja é seu coração, dê!
Rodrigo Kazuto
Cold.

Sinto um desconforto. Algo me incomoda… Não sei bem o que é.
Procuro vestígios, evidências… Nada. Não vejo nada, apenas sinto algo próximo, algo chegando bem perto, mas, quando percebo sua presença, some em segundos.
Segundos, segundos… Rápidos segundos. Valiosos.
Quando está perto, me dá medo, alguns calafrios… Sinto frio. Sinto algo ruim perto.
Mas, toda vez que chega perto, sinto um cheiro conhecido… Bem familiar, diga-se de passagem… Não sei o que é, mas tenho um palpite… E nem por isso ouso gritar seu nome, porque tenho medo da proximidade me congelar por anos… Porque sinto frio, porque sinto medo.

